Biografia de Cleópatra
cleópatra nasceu na Alexandria e viveu entre os anos de 69 aC e 30 aC. Seu nome significa “glória do pai”. Apesar de egípcia, pois nasceu no país africano, suas origens são gregas.
Ela foi a última rainha do Egito da Dinastia Ptolomaica, que governou o país entre os anos de 305 aC e 30 aC. O último faraó do Egito foi Cesario, filho de Cleópatra com o imperador romano Júlio César.
Empoderamento feminino é um termo em alta nos dias atuais, mas mesmo passados mais de 2.000 anos, a rainha egípcia ainda é lembrada por sua liderança.
Veja neste artigo quem foi Cleópatra, seus feitos, seus casos amorosos, curiosidades da rainha do Egito e saiba como foi a sua morte
QUEM FOI CLEÓPATRA
Cleópatra nasceu no Egito, na cidade de Alexandria, que hoje é a segunda mais populosa do país.
Ela foi rainha do Egito e era descendente de Alexandre, o Grande. Seu pai foi Ptolomeu XII.
Cleópatra era uma mulher muito culta, falava cerca de 9 idiomas, era conhecedora das artes, poesia, filosofia e matemática. Além disso era uma grande estrategista e uma excelente negociadora.
Cleópatra teve 3 irmãos: Ptolemeu XIII Téo Filópator, Ptolemeu XIV, Arsínoe IV e Berenice IV. Ela era a segunda filha mais velha de seu pai, sendo que o filho mais velho, que herdaria o trono, seria Ptolemeu XIII Téo Filópator, o terceiro filho do rei.
Por ser uma mulher muito sedutora, ela usou destes artifícios para convencer o rei de Roma, Júlio César, a ajudá-la que ela partilhasse o trono com seu irmão, logo após a morte de seu pai.
Aos 17 anos ela passa a governar o Egito e casou-se com o seu irmão, com então 15 anos, conforme era costume da época.
Mas Cleópatra mantinha um caso com Júlio César e assume o trono em definitivo com a morte de seu irmão, que morreu em uma batalha. A sua irmã Arsinoré foi ainda mandada para a Itália como prisioneira.
Na época em que foi rainha, Cleópatra governou não apenas o Egito, mas todo território que hoje inclui Chipre, Líbia e outros países do Oriente Médio, além do próprio Egito.

Veja informações de biografia, história e tudo mais sobre esta personalidade. / Foto: Reprodução.
CASOS AMOROSOS
Ao contrário do que vemos nos filmes, Cleópatra não era bonita, mas sim, sedutora. Foi dessa forma que ela se manteve no poder. Sua sedução era baseada em sua simpatia e inteligência. Foi assim que se manteve no poder ao longo de quase toda a sua vida.
Apesar do costume de casar-se com irmãos, o grande caso amoroso de Cleópatra foi Júlio César, com quem viveu até a morte deste imperador, em 44 AC. Júlio César era 30 anos mais velho que a rainha do Egito e a conheceu durante uma batalha contra o general romano Pompeu, quando este fugiu para o Egito.
Cleópatra tinha 25 anos quando Júlio César morre e a partir daí inicia um relacionamento com outro romano, Marco Antônio.
FILHOS DE CLEÓPATRA
Com Júlio César, Cleópatra teve o seu primeiro filho, Cesário. Ele nasceu quando a rainha egípcia tinha 22 anos.
Depois, aos 29 anos, ela teve um casal de gêmeos com Marco Antônio: Cleópatra Selene e Alexandre Hélio. Com Marco Antônio teve ainda seu filho caçula, Ptolemeu Filadelfo.
COMO CLEÓPATRA MORREU?
Cleópatra se manteve no poder ao seduzir primeiramente Júlio César e depois, Marco Antônio. Com isso, Roma manteve um estado de paz com o Egito.
Quando Marco Antônio morre, o sobrinho de Júlio César, Otaviano, assume o poder de Roma, mas Cleópatra não teve sucesso em seduzi-lo.
Vendo seu poder ir embora e sabendo que seria atacada por Roma, Cleópatra se suicida, deixando que uma cobra a atacasse. Quando morre, a então rainha do Egito tinha 39 anos.
Depois da morte da rainha, o Egito passou a ser administrado por Roma.
FRASES DE CLEÓPATRA
Veja abaixo quais são as principais frases já ditas por esta mulher que deixou muita história para ser contada e história que falam sobre ela:
- ”Quero viver cada dia como o ultimo, cada hora como especial, e dar o devido valor a cada pessoa que passa pela minha vida…”
- “Devem-se escolher os amigos pela beleza, os conhecidos pelo caráter e os inimigos pela inteligência. “
- “Foi o tempo que investiste em tua rosa que fez tua rosa tão importante.”
- Não tem nada mais bem feito do que uma barba mal feita.
CURIOSIDADES
- Sua beleza não era a sua principal qualidade. Os filmes retratam Cleópatra como muito bela, mas para os padrões atuais, ela seria até considerada feia. De acordo com historiadores, a dinastia dos Ptolomeus, da qual Cleópatra era descendente, era uma família que tinha nariz adunco (com formato curvado) e olhos e testa grande. Mas na época em que viveu, as qualidades como cultura e inteligência contavam mais;
- Cleópatra foi filha de um incesto. Segundo historiadores, seus pais eram irmãos, mas isto era comum na época;
- Até hoje não se sabe quem foi a mãe de Cleópatra. Ela poderia ser europeia (da Grécia) ou africana (do Egito);
- Conheceu Júlio César de maneira inusitada. Ela tinha sido proibida por seu irmão de visitar o imperador romano, então foi até ele escondida em um tapete vermelho. Ao abrir o tapete e ver a rainha, ele se apaixona;
- A rainha do Egito foi responsável pela morte de todos os seus irmãos;
- Em seu livro sobre Cleópatra, a jornalista Stacy Schiff a define como traidora, ardilosa, assassina, falsa e ambiciosa.
- Antigo Egito - História do Egito Antigo - Tudo sobre o Egito Antigo - Pesquisa sobre o Egito Antigo - Estudo sobre o Antigo EgitoA história do Antigo Egito tem seu início por volta do ano 3.100 a.C., época da unificação do Alto e do Baixo Egito. E tem o seu final no ano 30 a.C. quando a rainha Cleópatra VII foi derrotada na Batalha de Ácio. Depois desta batalha o que chamamos de Antigo Egito tem o seu fim, pois o Egito se transformou em uma província romana.Nestes três mil anos de história, o Antigo Egito nos revelou uma cultura ímpar, uma religião que ainda é estudada e praticada por muitos esotéricos, a crença na vida após a morte, a arquitetura com seus palácios, pirâmides, templos e cidades. Mas esta história ainda tem muito a ser entendida e descoberta. Arqueólogos de todo o mundo continuam a explorar este legado, pessoas de todo o mundo visitam as maravilhas do Antigo Egito, e o fascínio de estudiosos e pessoas leigas continua o mesmo. Bom, focaremos agora a história destes três mil anos. Voltamos agora no tempo, há mais de cinco mil anos atrás...Unificação do Alto e do Baixo Egito. O começo de uma civilização histórica.Ano: 3.100 a.C.Como já dito, o Antigo Egito como conhecemos começou com a unificação do Alto e Baixo Egito. Engana-se se você pensou que foi tudo tranquilo. Esta unificação teve trabalho intenso dos líderes de ambos lados.Narmer e os Faraós seguintes casavam-se com princesas do Baixo Egito, afim de mostrar a união entre os dois reinos. A intenção não era passar uma superioridade e sim mostrar que a unificação era possível, e que o Egito seria mais forte com a unificação, porém mesmo com todo esse esforço, a 1ª dinastia ficou longe de estar totalmente pacificada. O primeiro faraó da 2ª dinastia cujo nome de Hórus é Hetepsekhemui e significa “os dois poderes estão em paz”, reafirma o momento tumultuado que o fim da 1ª dinastia sofreu e mostra a vontade do Faraó em acalmar os ânimos da população.Mesmo com o esforço de alguns em tentar soluções pacíficas houveram outros que fizeram frente as regiões. Peribsen, Faraó da 2ª dinastia, na tentativa de acabar com a rivalidade entre o Alto e o Baixo Egito ou indo contra esta ideia, em uma tentativa de mostrar o poder do Alto Egito (há muitas divergências dos estudiosos sobre a sua real intenção), escolheu o Deus Seth ao invés de Hórus, e nas representações de seu nome, usou o animal associado a Seth (deus do Alto Egito), abolindo totalmente o até então principal Deus Hórus. Vale aqui ressaltar que Hórus mesmo sendo o Deus do Baixo Egito, foi escolhido por Narmer como divindade, muito provavelmente afim de mostrar que realmente a unificação seria uma união entre ambos os lados.O Faraó Khasekhemui foi o sucessor de Peribsen e pouco se sabe sobre a sua vida, mas foi o único faraó da história a ter os dois deuses Hórus e Seth em seu Serekh. Sendo essa, mais uma tentativa em mostrar ao povo a unificação.Serekh é uma figura basicamente retangular que representava a fachada do palácio real e que, no seu interior, continha o(s) hieróglifo(s) do seu nome, e era encimado por um falcão hórico. Esta foto representa uma estela pertencente ao faraó Raneb da II dinastia, aproximadamente 2880 a.C., encontrando-se presentemente no Metropolitan Museum of Art, New York.Depois da morte de Khasekhemui, o Deus Seth foi retirado de seus Serekhs, sendo Hórus novamente a divindade principal. Seth, de modo geral começava a ser visto como um Deus maligno, o que é explicado com a associação das inúmeras mortes necessárias para a unificação. Durando um longo período, a união entre o Baixo e o Alto Egito passou por uma instabilidade política na 7ª dinastia, onde diversos reis assumiram o poder em um espaço curto de tempo.A História do Antigo Egito dividida em 31 dinastias:Estudiosos dividiram os 3.000 anos de história do Antigo Egito em 31 dinastias (uma dinastia é formada por uma sucessão de governantes com laços de sangue).A cronologia egípcia está em constante modificação devido as novas descobertas que são realizadas (tanto arqueológicas, como tecnológicas). Em alguns períodos, suas datas são aproximadas e com as publicações de grandes egiptólogos (vide referências), montamos a lista abaixo. Geralmente para realizar o cálculo dos anos, fontes antigas como a Lista Real de Abydos e o Papiro Real de Turim são de suma importância. A maioria dos nomes possuem mais de uma forma de escrita (transliterados, gregos...).Todas as datas são a.C e a margem de erro é dentro de um século mais ou menos por volta de 3000 a.C e dentro de duas décadas cerca de 1300 a.C. As datas são precisas a partir de 664 a.C. (WILKINSON, 2010, p.09)Assim seguiremos o nosso estudo geral sobre o Antigo Egito:Primeira Dinastia do Antigo Egito:Começou com a unificação do Alto Egito com o Baixo Egito. Formava-se, assim, um reino que ia da primeira catarata em Assuão até ao Delta do Nilo, ao longo deste rio.Os registros históricos desta época são escassos, reduzindo-se a alguns monumentos e alguns objetos que ostentam o nome dos governantes. A chamada "paleta de Narmer" (fotos abaixo) é, sem dúvida, destes objetos, o mais importante e mais discutido. Uma das razões para esta falta de documentação deve-se ao fato da escrita estar, então, em desenvolvimento, não existindo na forma acabada, os hieróglifos que conhecemos hoje.Grandes túmulos reais em Abidos, Naqada e Saqqara, juntamente com os cemitérios em Helouan, perto de Mênfis (Menphis), revelam estruturas construídas em grande parte de madeira e tijolo de adobe. A pedra era, parcamente, utilizada no revestimento de paredes e do chão. A pedra era aplicada essencialmente na manufatura de ornamentos, recipientes e estátuas.A fundação de Menphis, primeira cidade real é atribuída a Narmer (Menés). Pouco se sabe sobre Narmer e seus descendentes, além de sua descendência divina e do desenvolvimento de um sistema social complexo. Patrocinaram as artes e construíram muitos edifícios públicos. De Menphis, o terceiro e o quinto rei da Primeira Dinastia, que se estendeu de 3100 até 2890 a.C., se prepararam para conquistar o Sinai. Durante a Primeira Dinastia a cultura se tornou incrivelmente refinada.Cronologia da Primeira Dinastia em ordem cronológica:
- Nome do Faraó: Narmer ou Menés. Data: 3200 – 3150 a.C. Comentário: 1º Unificador do Baixo e do Alto Egito
- Nome do Faraó: Hor-Aha. Data: 3150 – 3100 a.C.
- Nome do Faraó: Djer. Data: 3100 – 3055 a.C.
- Nome do Faraó: Djet ou Uadji. Data: 3055 – 3050 a.C.
- Nome do Faraó: Merneith Data: 3050 - 3045 a.C. Comentário: Merineit, Merneit, Merneith ou MerytNeith ("Amada de Neith") foi possivelmente esposa do faraó Djet e mãe de Den. É considerada por alguns pesquisadores como a primeira rainha dirigente do Antigo Egito, durante a minoridade de seu filho Den. Encontrou-se uma rastro com seu nome num túmulo em Umm el Qaab em Abidos. Seu nome também foi encontrado num selo no túmulo T de Umm el Qaab, com as dos monarcas da I Dinastia. É possível que ali tenha sido sepultada, ainda que se acharam restos de sua mastaba em Saqqara. Em 1900, William Petrie descobriu o túmulo Merneith e, devido à sua natureza, acreditava que pertencia a um faraó até então desconhecido. O túmulo foi escavado e mostrou conter uma grande câmara subterrânea, revestida com tijolos de barro, com pelo menos 40 túmulos subsidiários.
- Nome do Faraó: Den ou Udimu. Data: 3045 – 2995 a.C. Comentário: Primeiro a usar o título de Rei do Alto e Baixo Egito
- Nome do Faraó: Anedjib ou Adjib. Data: 2995 – 2969 a.C.
- Nome do Faraó: Semerkhet. Data: 2969 – 2960 a.C.
- Nome do Faraó: Qa’a ou Kaa. Data: 2960 – 2926 a.C. Comentário: Possuía uma tumba em Abydos. Provavelmente teve um longo governo.
Segunda Dinastia do Antigo Egito:A Segunda dinastia de faraós do Egito pertence à Época Tinita. A Época Tinita ou Período Arcaico refere-se a um período da história do Egito Antigo que inclui as primeira e segunda dinastias (ditas tinitas), datando de cerca de 3100 a.C. (após o período pré-dinástico) até cerca de 2686 a.C., quando se inicia o Antigo Império.De todas as dinastias, a história e cronologia da 2 ª Dinastia estão entre as mais difíceis de entender. Isto é causado pela falta de fontes coerentes, em si, provavelmente o resultado de uma situação política difícil.Quanto aos nomes dos faraós, vários nomes só são encontrados ou no Baixo Egito, ou no Alto Egito, que poderia, talvez, significar que, pelo menos por algum tempo durante a Segunda Dinastia, o Egito foi dividido em dois reinos, como havia sido no passado, como vimos no início de nossa pesquisa.O Horus Hotepsekhemwi ou Hotepsekhemui, é geralmente aceito por egiptólogos como sendo o primeiro rei da Segunda Dinastia.O nome do Hotepsekhemwi significa "os dois poderosos estão em paz", ficando a indicação de que este faraó conseguiu reunificar o Egito, após alguma turbulência ocorrida no final da Primeira Dinastia. Deve-se, no entanto, notar que o nome de Hotepsekhemwi foi encontrado na entrada do túmulo de Horus Qa'a, o último rei da Primeira Dinastia, não só uma indicação de que Hotepsekhemwi enterrou Qa'a e deve, portanto, ter sido o seu sucessor, mas também que ele tomou este nome na parte inicial de seu reinado. Isso parece contradizer que Hotepsekhemwi teria herdado um país dividido.A sucessão dos três primeiros reis da Segunda Dinastia é encontrado na parte de trás do ombro direito da estátua de um sacerdote chamado Hotepdief como se segue: Hotepsekhemwi, Nebre e Ninetjer. Veja nas imagens:A estátua de Hotepdief tem os nomes dos três primeiros reis da Segunda Dinastia em seu ombro. Da direita para a esquerda: Hotepsekhemwi, Nebre e Ninetjer.Estes três reis tinham túmulos em Saqqara, a necrópole de Mênfis.Algumas impressões de selos encontrados no túmulo do Hotepsekhemwi mencionando Nebre, levaram alguns pesquisadores a pensar que Nebre poderia ter usurpado o túmulo de seu antecessor. Contra isso, deve-se notar que a presença do nome de Nebre no túmulo de Hotepsekhemwi pode igualmente significar que Nebre enterrou seu antecessor ou que ele não tinha motivos para inspecioná-lo em algum lugar durante o seu reinado.A mudança do cemitério real de Umm el-Qa'ab no Médio Egito, onde os reis da primeira Dinastia foram sepultados, para Saqqara, representa uma mudança importante na tradição, mas as fontes arqueológicas escassas não nos permitem compreender o seu significado político e religioso histórico. Este movimento foi, provavelmente, relacionada com a importância crescente de Memphis, embora não está claro o que era causa e o que é efeito.Igualmente importantes são as mudanças no design dos túmulos reais e o fato de que a prática do sacrifício foi abandonada. Enquanto os túmulos da Primeira Dinastia foram mais uma coleção de quartos cortados no chão, os túmulos reais conhecidos do início da Segunda Dinastia consistia em longos corredores cavados no chão, com várias salas de armazenamento estreitos à esquerda e à direita deles. No final do corredor, situava-se a câmara funerária. Esta estrutura foi presumivelmente coberta com uma superestrutura de tijolos.Durante o reinado de Hotepsekhemwi, uma forma primitiva do deus solar, chamado Netjer-akhti, que significa "o deus do horizonte" foi adorado. O nome do sucessor de Hotepsekhemwi, Nebre, que significa "Re (o sol) é o mestre", pode demonstrar o apoio da nova dinastia do deus solar, cujo culto estava centrado em Heliópolis, a nordeste de Memphis.Há vários indícios de um colapso da autoridade central no final do reinado do terceiro rei desta dinastia, Ninetjer. Antes a ordem foi restabelecida sob uma única regra no final da dinastia, o país parece ter sido governado por uma série de reinados não totalmente aceitos, onde estes faraós poderiam ter governado apenas partes do país.O sucessor imediato de Ninetjer é conhecido apenas por seu nome Nebti, “Weneg”. Este nome só foi encontrado em Saqqara, o que provavelmente significa que Weneg só detinha o poder sobre o norte do Egito.O segundo nome mencionado após Ninetjer, Sened, não é conhecido através de quaisquer fontes contemporâneas. As mais antigas fontes conhecidas citam este nome são datadas da Quarta Dinastia. Uma das fontes, encontrada no túmulo de um homem chamado Sheri, refere-se a um culto mortuário para Sened em Saqqara.A mesma fonte também sugere uma ligação entre o culto de Sened e de Peribsen, um rei da Segunda Dinastia, que só é atestada no sul do Egito. Isto poderia significar que Sened e Peribsen ou eram a mesma pessoa, ou que cada um deles governou uma parte do país, ao mesmo tempo e que a divisão do Egito naquela época era pacífica.O nome Peribsen não foi encontrado fora do sul do Egito. Ele é o único rei conhecido cujo nome oficial refere-se ao deus Seth em vez de Horus. A mudança é significativa porque não representa apenas uma pausa de importação com o passado, mas também porque, na tradição religiosa posterior, os dois deuses eram, por vezes, considerados como adversários. Isso pode indicar uma mudança na ideologia real, ou ele pode ter sido o resultado da divisão do Egito em dois territórios.Mesmo que Peribsen teve seu culto funerário em Saqqara, ao menos a partir da Quarta Dinastia, ele foi enterrado no cemitério real da Primeira Dinastia de Umm el-Qa'ab.Um nome estreitamente relacionado com Peribsen é o de Sekhemib Hórus. Impressões de selos com este nome foram encontrados na entrada do túmulo de Peribsen. Como foi o caso com Hotepsekhemwi e Qa'a, isso provavelmente significa que Sekhemib viu com os últimos ritos de Peribsen, tornando-o o sucessor de Peribsen. Há, no entanto, muitos egiptólogos, que tendem a acreditar que Peribsen provavelmente reinou como Horus Sekhemib e depois, por razões desconhecidas, mudou seu nome para Seth Peribsen.O último rei da Segunda Dinastia começou seu reinado como Horus Khasekhem. Porque este nome só é confirmado pelo Hierakonpolis, no sul do Egito, acreditava-se que Khasekhem só governou esta parte do país. Inscrições a partir de seu ponto de reinado para rebeliões e guerra contra um "inimigo do norte". Se este "inimigo do norte" podem ser tomadas para ser localizada no Egito, é possível que Khasekhem, durante a relação entre os dois reinos, havia tomado um rumo para a guerra.A guerra de Khasekhem acabaria por voltar a unir o Egito sob um único reino, momento em que o Horus Khasekhem mudou seu nome para Horus, Seth Khasekhemwi. Este nome combina o tradicional com Horus Seth Peribsen. Como ambos Peribsen e Khasekhemwi tinha um túmulo em Umm el-Qa'ab, é muito improvável que Peribsen era o "inimigo do norte" que as inscrições se referem.O nome de Khasehemwi é modelado após o nome do fundador da dinastia, Hotepsekhemwi e significa "os dois poderosos surgiram", para a qual a adição "os dois senhores estão em paz dentro de si" também sugere a re-unificação de uma dividido país. Isto é confirmado pelo fato de que o nome de Khasekhemwi foi encontrado em todo o país, o primeiro rei desde Ninetjer para quem este tem sido o caso.Estátua de Khasekhemwi, achada no sul do Egito.Cronologia da Segunda Dinastia em ordem cronológica:- Nome do Faraó: Hotepsekhemwi/ Hotepsekhemui. Data: 2926 – 2888 a.C. Comentário: Em seu reinado deixa-se de usar as tabuletas epônimas da I Dinastia.
- Nome do Faraó: Raneb ou Nebré. Data: 2887 – 2848 a.C. Comentário: Primeiro faraó a utilizar o nome Rá no nome.
- Nome do Faraó: Ninetjer ou Neterimu. Data: 2847 – 2800 a.C. Comentário: No seu reinado ficou decidido que as mulheres poderiam exercer o poder real.
- Nome do Faraó: Weneg. Data: 2799 – 2792 a.C. Comentário: Começam as crises dinásticas e lutas internas.
- Nome do Faraó: Senedj. Data: 2791 – 2781 a.C. Comentário: O Egito volta a se dividir em nomos independentes.
- Nome do Faraó: Peribsen. Data: 2753 – 2727 a.C. Comentário: Utiliza em seu Serekh o animal que simboliza Seth.
- Nome do Faraó: Khasekhemui. Data: 2714 – 2687 a.C. Comentário: Sufoca outra rebelião de forma sangrenta. Consolidação definitiva da unificação egípcia.
Terceira Dinastia do Antigo Egito:Junto com a Terceira Dinastia iniciou-se o chamado Império Antigo. O Império Antigo é um período de 500 anos que engloba a Terceira, Quarta, Quinta e Sexta Dinastias.Neste período ocorreu um incrível avanço nas artes, tecnologia e arquitetura egípcia. Neste período de 500 anos é que surgiram as primeiras pirâmides, destacamos as pirâmides de Djoser (Pirâmide de degraus), Seneferu (Pirâmide de Meidum, Pirâmide Romboidal e Pirâmide Vermelha), Quéops (Pirâmide de Quéops), Quéfren (Pirâmide de Quéfren e a Esfinge de Guizé) e Miquerinos (Pirâmide de Miquerinos).Estátua do Faraó DjoserEstátua do Faraó HuniRelevo fragmentado de Sanakht, encontrado no Sinai. Ele mostra o rei, usando a Coroa Vermelha, na pose tradicional de matar um inimigo.Pirâmide de Meidum, construída pelo Faraó Huni (o último da Terceira Dinastia).A Terceira Dinastia é a primeira dinastia do Império Antigo, sua capital era a cidade de Menfis. É muito difícil nos dias de hoje, ter uma cronologia exata para o reinado dos seus faraós. Além disso, em relação especialmente ao Faraó Nebka (Sanakht) não está ainda claro que posição deve ocupar nesta dinastia, se primeira ou quarta; também não se sabe se seriam a mesma pessoa ou pessoas diferentes. Muitos egiptólogos contemporâneos acreditam que Djoser na realizada foi o primeiro e não o segundo rei dessa dinastia.Cronologia da Terceira Dinastia em ordem cronológica:- Nome do Faraó: Sanakht ou Nebka. Data: 2686 – 2667 a.C. Comentário: Restabelece a situação no país.
- Nome do Faraó: Djoser. Data: 2667 – 2648 a.C. Comentário: Erige o primeiro grande complexo funerário, em pedra, com a Pirâmide Escalonada de Saqqara, projetada por seu vizir Imhotep.
- Nome do Faraó: Sekhemkhet. Data: 2648 – 2640 a.C. Comentário: Inicia a construção de um novo complexo funerário em Saqqara.
- Nome do Faraó: Khaba. Data: 2640 – 2637 a.C. Comentário: A ele se atribui a pirâmide estratificada inacabada em Zawyet el-Aryan.
- Nome do Faraó: Huni. Data: 2637 – 2613 a.C. Comentário: Atribui-se a ele a construção da pirâmide de Meidum.
Quarta Dinastia do Antigo Egito:A IV dinastia egípcia foi a segunda das quatro dinastias que formaram o Império Antigo. É caracterizada como uma " idade de ouro "do Império Antigo (neste período ocorreu um incrível avanço nas artes, tecnologia e arquitetura egípcia. Neste período de 500 anos é que surgiram as primeiras pirâmides). A IV dinastia durou do ano de 2613 a.C. a 2495 a.C. Foi um momento de paz e prosperidade no Egito, bem como está documentado o comércio com outros países.Durante esta dinastia, as grandes pirâmides de Gizé foram construídas pelos seus mais notáveis reis, Khufu (Quéops), Kafre (ou Quéfren) e Menkara (Miquerinos). A maior de todas, a de Quéops, mede cerca de 146 metros de altura.As três grandes pirâmides de Gizé.Por dentro da grande pirâmide de Quéops.Faraó Quéops.Cronologia da Quarta Dinastia em ordem cronológica:- Nome do Faraó: Seneferu ou Snefru. Data: 2613 – 2589 a.C. Comentário: Era pai de Quéops. Constrói as grandes pirâmides de Dashur, termina a de Meidum e várias menores. Expedições bélicas contra a Núbia e a Líbia.
- Nome do Faraó: Queóps ou Khufu. Data: 2589 – 2566 a.C. Comentário: A ele é creditado a construção da Grande Pirâmide de Gizé e do complexo funerário anexo.
- Nome do Faraó: Djedefre ou Redjedef. Data: 2566 – 2558 a.C. Comentário: Atribuem-no a pirâmide inacabada de Abu Roash. Primeiro faraó da dinastia a usar Rá em seu nome.
- Nome do Faraó: Quéfren ou Khaf-re. Data: 2558 – 2532 a.C. Comentário: Construiu a segunda maior Pirâmide e a esfinge de Gizé.
- Nome do Faraó: Baka ou Bikare. Data: 2532 – 2528 a.C. Comentário: Filho mais velho de Djedefre. Atribuem-no uma pirâmide inacabada em Zawyet el-Aryan.
- Nome do Faraó: Miquerinos ou Menkauré. Data: 2528 – 2500 a.C. Comentário: Atribuem-no o complexo funerário e a terceira pirâmide de Gizé. Cresce o poder e a influência do clero de Rá.
- Nome do Faraó: Chepseskaf. Data: 2500 - 2495 a.C. Comentário: Conflito com os sacerdotes de Rá. Abandonam-se os símbolos solares funerários. Grande mastaba no sul de Saqqara.
Quinta Dinastia do Antigo Egito:A Quinta dinastia de faraós do Egito foi a terceira das quatro dinastias que formaram o Império Antigo. No Império Antigo do Antigo Egito ocorreu um incrível avanço nas artes, tecnologia e arquitetura egípcia. Neste período de 500 anos é que surgiram as primeiras pirâmides. A quinta dinastia faraônica foi um período turbulento. Existem vários indícios de inquietação de natureza religiosa, política e econômica.A nobreza começava a ameaçar a hegemonia monárquica. Antes da Quinta Dinastia o faraó era considerado Deus, porém agora, ainda deus, era considerado filho encarnado de Rá, o deus sol e a mais importante divindade egípcia. Cada vez que Rá e seus sacerdotes subiam de importância, o poder do "rei-deus" diminuía. Depois vieram os problemas econômicos, pois o Egito pagou alto preço para a construção das pirâmides, sendo também oneroso mantê-las.Faraó NeferefréCronologia da Quinta Dinastia em ordem cronológica:- Nome do Faraó: Userkaf. Data: 2493 – 2486 a.C. Comentário: Chegou ao poder com a ajuda dos sacerdotes de Heliópolis, e ordenou doar muitas terras e bens ao clero. Primeiro faraó a erigir um templo solar. Primeiras relações com os povos do Egeu.
- Nome do Faraó: Sahura ou Sahure. Data: 2486 – 2474 a.C. Comentário: Manteve uma ativa relação comercial e diplomática com o Oriente Próximo.
- Nome do Faraó: Neferirkaré. Data: 2474 – 2454 a.C. Comentário: Patrocinou, de forma excludente, o culto solar.
- Nome do Faraó: Chepseskaré. Data: 2454 – 2447 a.C. Comentário: Parece não existir vínculos familiares entre ele e o resto da dinastia.
- Nome do Faraó: Neferefré ou Raneferef. Data: 2447 – 2444 a.C. Comentário: Inicia a colonização do Sinai e da Baixa Núbia.
- Nome do Faraó: Niuserré ou Nyuserre Ini. Data: 2444 – 2420 a.C. Comentário: O culto solar alcança seu clímax.
- Nome do Faraó: Menkauhor. Data: 2420 - 2413 a.C. Comentário: Descentralização administrativa.
- Nome do Faraó: Djedkara Isesi ou Djedkaré Isesi. Data: 2413 - 2374 a.C. Comentário: Criou o cargo de vizir do Sul para o Alto Egito. Composição das Máximas de Ptahotep.
- Nome do Faraó: Unas ou Wenis. Data: 2374 - 2344 a.C. Comentário: Surgem os Textos das Pirâmides. Prosseguiu a política de relações com Biblos e Kush.
Sexta Dinastia do Antigo Egito:A VI dinastia egípcia é a última dinastia do Império Antigo, precedendo um período de decadência política e social a que se denomina Primeiro Período Intermediário. Durante a sexta dinastia a capital do Egito continuou sendo a cidade de Mênfis.A cronologia da VI dinastia varia de acordo com os pesquisadores. Josep Padró situa-a entre 2345 e 2173 a.C.; Jürgen von Beckerath entre 2322 e 2191 e Jaromir Malek entre 2311 e 2140.De uma forma geral, considera-se que a VI dinastia teve sete reis, entre eles uma mulher, a rainha Nitócris. No que diz respeito a estes monarcas, todos estão atestados por evidências arqueológicas, com exceção de Merenrê II e Nitócris que apenas são referidos nas listas reais.O primeiro rei da VI dinastia foi Teti, cuja esposa, Iput, seria uma filha do último rei da V dinastia, Unas. Um dos reis mais importantes desta dinastia, Pepi II, teve um dos reinados mais longos da história do Antigo Egito, 94 anos.Foi precisamente durante o reinado de Pepi II que se verificou um processo de desagregação do poder real que já se tinha manifestado na época da V dinastia. Os cargos de alto funcionário passaram a ser transmitidos de forma hereditária em vez de ser o rei a nomear esses funcionários. Os nomarcas (governadores dos nomos, ou seja, províncias) tornaram-se senhores absolutos das suas regiões, tomando título reservados à administração central, como o de vizir. Ao mesmo tempo alguns templos adquiriram um estatuto de imunidade graças ao qual se libertavam da obediência à administração central e ao pagamento de impostos. Outro fator que se julga ter contribuído para a decadência do Egito foi a mudança climática.Arte e arquitetura:A nível da arte e da cultura mantém-se os mesmos padrões da dinastia precedente. Os reis continuaram a tradição de mandar construir pirâmides para servirem como os seus túmulos (embora numa dimensão inferior às da IV dinastia, época de glória da construção piramidal) enquadradas num complexo funerário onde se incluíam o templo do vale e o templo funerário. A necrópole escolhida pela maioria dos reis da VI dinastia foi Saqqara. A construção de templos solares, realizada pelos reis da V dinastia, não foi continuada.Economia:Os contatos comerciais do Egito com regiões como Biblos e o Punt, de onde vinham produtos exóticos, permaneceram ativos. A exploração mineira também continuou, nomeadamente as minas de cobre e turquesa de Uadi Maghara, no Sinai (reinados de Djedkaré Isesi, Pepi I e Pepi II), bem como a exploração do alabastro em Hatnub (reinados de Teti, Pepi I e Pepi II). Aprofundou-se penetração egípcia na Núbia, tendo os principados da região de Dongola caído sob influência egípcia. É a partir da VI dinastia que se começam a empregar Núbios como mercenários no exército e nos corpos de vigilância fronteiriços.Estatueta de Pepi II no colo de sua mãe Ankhnesmeriré II. Local: Museu do Brooklyn.Antiga cidade de Mênfis.Cronologia da Sexta Dinastia em ordem cronológica:- Nome do Faraó: Teti. Data: 2344 – 2323 a.C. Comentário: Continuou a política de seus antecessores. Os monarcas adquirem prerrogativas próprias do faraó.
- Nome do Faraó: Userkaré. Data: 2323 – 2321 a.C. Comentário: Possível usurpador.
- Nome do Faraó: Pepi I. Data: 2321 – 2287 a.C. Comentário: Soberano enérgico e empreendedor, último grande rei do Antigo Reino, eficaz guerreiro e construtor.
- Nome do Faraó: Merenrê I. Data: 2287 – 2278 a.C. Comentário: Continua a política expansionista na Núbia e realiza expedições ao Punt.
- Nome do Faraó: Pepi II. Data: 2278 – 2184 a.C. Comentário: Seu longo reinado, o maior da história egípcia, provocou a decadência do poder real e a ascensão dos monarcas.
- Nome do Faraó: Merenrê II. Data: 2184 – 2184 a.C. Comentário: O culto solar alcança o seu clímax.
- Nome do Faraó: Nitekreti ou Nitócris. Data: 2184 - 2182 a.C. Comentário: Primeira mulher-faraó conhecida nas listas reais, descrita como a mais bela e nobre da época. Sua existência ainda é incerta.
Sétima Dinastia do Antigo Egito:Esta Dinastia assim como a próxima, possuem poucas informações, tanto que o que reina mesmo nesta época no Antigo Egito era a incerteza.A VII dinastia egípcia é a primeira do período denominado "Primeiro Período Intermediário", que foi uma época em que o poder do Egito estava descentralizado.Esta dinastia juntamente com a VIII teve diversos faraós efêmeros durante um período de grande caos na administração geral daquele país. A maioria dos governantes conhecidos desta época chegaram ao nosso tempo através do Papiro de Turim e da Lista Real de Abidos.Símbolo de Netjerkare (primeiro faraó desta dinastia)Símbolo de Menkare (segundo faraó desta dinastia)Cronologia da Sétima Dinastia em ordem cronológica:- Nome do Faraó: Netjerkare ou Netjerikare. Data: ?? a.C. Comentário: Consta na Lista Real de Abydos*.
- Nome do Faraó: Menkare. Data: ?? a.C. Comentário: Mencionado na Lista Real de Abydos.
- Nome do Faraó: Neferkare II. Data: ?? a.C. Comentário: Consta na Lista Real de Abydos.
- Nome do Faraó: Neferkare III Neby I. Data: ?? a.C. Comentário: Possivelmente filho de Pepi II (VI Dinastia) e da rainha Ankhesenpepi II.
- Nome do Faraó: Djedkare Shemai. Data: ?? a.C. Comentário: Consta na Lista Real de Abydos.
- Nome do Faraó: Neferkare IV Khendu. Data: ?? a.C. Comentário: Consta na Lista Real de Abydos.
- Nome do Faraó: Merenhor. Data: ?? a.C.
- Nome do Faraó: Neferkamin I. Data: ?? a.C.
- Nome do Faraó: Nykare I. Data: ?? a.C. Comentário: Consta na Lista Real de Abydos.
- Nome do Faraó: Neferkare V Tereru. Data: ?? a.C. Comentário: Mencionado na Lista Real de Abydos.
- Nome do Faraó: Neferkahor. Data: ?? a.C. Comentário: Mencionado na Lista Real de Abydos.
*O que é a Lista Real de Abydos (Abidos) ??Lista Real de Abido é a designação dada a uma lista existente numa parede de um corredor do templo de Seti I em Abidos, na qual foram gravados 76 nomes de faraós que governaram o Antigo Egipto. A lista inicia-se com Menés e termina no próprio Seti I.Foi descoberta em 1864 por Augusto Mariette. Através desta lista Seti I pretendia homanagear os seus antepassados. É possível ver o faraó, acompanhado pelo seu filho Ramsés II, a realizar oferendas às cartelas onde se encontram gravados os nomes dos faraós. Veja a foto abaixo!Oitava Dinastia do Antigo Egito:A VIII dinastia do Antigo Egito está inserida no período chamado "Primeiro Período Intermediário", que foi uma época de incertezas e mudanças, em que o poder do Egito estava descentralizado.Esta dinastia assim como a anterior (sétima dinastia) teve diversos faraós efêmeros durante um período de grande caos no governo de forma geral. A maioria dos faraós desta época são conhecidos por nós por causa do Papiro de Turim*(Turim Canon) e através da Lista Real de Abydos.Cronologia da Oitava Dinastia em ordem cronológica:- Nome do Faraó: Neferkare VI Papiseneb. Data: 2165 a.C. à 2161 a.C. Comentário: Mencionado na Lista Real de Abydos e no Cânon de Turim.
- Nome do Faraó: Neferkamin II Anu. Data: 2161 a.C. à 2159 a.C. Comentário: Mencionado na Lista Real de Abydos e no Cânon de Turim.
- Nome do Faraó: Qakare Ibi. Data: 2159 a.C. à 2155 a.C. Comentário: Mencionado na Lista Real de Abidos, no Cânon de Turim e em grafitos na Núbia. Foi enterrado em Saqqara.
- Nome do Faraó: Neferkaure. Data: 2155 a.C. à 2154 a.C. Comentário: Mencionado na Lista real de Abydos.
- Nome do Faraó: Neferkauhor Khwiwihepu. Data: 2154 a.C. à 2153 a.C. Comentário: A filha mais velha do rei se casa com o vizir do Alto Egito, chamado Shemai.
- Nome do Faraó: Neferirkare II. Data: 2153 a.C. à 2152 a.C. Comentário: Mencionado na Lista Real de Abydos.
- Nome do Faraó: Sekhemkare. Data: 2152 a.C. à ?? a.C. Comentário: Mencionado no Papiro Berlin 10523.
- Nome do Faraó: Wadjikare II. Data: ?? a.C. Comentário: É cultuado pelo povo após a sua morte.
- Nome do Faraó: Iti. Data: ?? a.C.
- Nome do Faraó: Imhotep. Data: ?? a.C.
- Nome do Faraó: Hotep. Data: ?? a.C.
- Nome do Faraó: Khwi. Data: ?? a.C. Comentário: Governante local no centro do Egito.
- Nome do Faraó: Isu. Data: ?? a.C. Comentário: Nome mencionado em um grafito.
- Nome do Faraó: Iitjenu. Data: ?? a.C.
* O que é o Papiro de Turim?O Papiro de Turim ou Cânone Real de Turim, também conhecido como Lista de Reis de Turim ou Papiro Real de Turim, é um papiro com textos em escrita hierática, custodiado no Museu Egípcio de Turim, ao qual deve o seu nome.O texto está datado na época de Ramsés II (embora possa ter sido escrito posteriormente) e menciona os nomes dos faraós que reinaram no Antigo Egito, precedidos pelos deuses que "governaram" antes da época faraónica.O papiro, de dimensão 170 cm por 41 cm, consta de uns 160 fragmentos, a maioria muito pequenos, faltando muitos pedaços.
O texto:O papiro contém de um lado uma lista de nomes de pessoas e instituições, no que parece ser una estimação de tributos. No entanto, é o outro lado do papiro que suscitou a maior atenção, pois contém uma lista de deuses, semideuses, espíritos, reis míticos e humanos que governaram o Egito, presumivelmente desde o principio dos tempos até à época de composição deste inestimável documento.O principio e o final da lista perderam-se, o que significa que não temos a introdução da lista (se houve tal introdução) e a relação dos reis que houve depois da XVII dinastia.O papiro cita nomes de governantes, agrupando-os por vezes e dá a duração do governo de alguns destes grupos, que correspondem, em geral, ao resumo das dinastias de Manetão. Mostra ainda em anos, meses e dias a duração do reinado de muitos faraós.Tem ainda os nomes de governantes efémeros, ou mandatários de pequenos territórios, que apenas se conhecem aqui, pois geralmente estão omitidos noutros documentos. A lista inclui os governantes Hicsos, normalmente excluídos de outras listas de reis, e embora os seus nomes não estejam escritos dentro de um cartucho, juntou-se o texto hieroglífico Heqa Jasut para indicar que eram governantes estrangeiros.
Nona Dinastia do Antigo Egito:A nona (IX) dinastia do Antigo Egito, assim a anterior, está inserida no confuso período denominado "Primeiro Período Intermediário". Devido aos poucos conhecimentos que dispomos desta época, alguns estudiosos acreditam que algumas dinastias (a nona, décima e décima primeira) estavam sendo governadas ao mesmo tempo, enquanto outros dizem que isso é um engano.Esta e a décima dinastia são também conhecidas por dinastias heracleopolitanas, pois tiveram como capital a cidade de Heracleópolis.Os faraós inventaram o Hockey ?Cronologia da Nona (IX) Dinastia em ordem cronológica:- Nome do Faraó: Kheti I , ou Aktoés. Data: ?? a.C. Comentário: Fixou residência em Heracleópolis.
- Nome do Faraó: Merikare I. Data: ?? a.C.
- Nome do Faraó: Neferkare VII. Data: ?? a.C.
- Nome do Faraó: Kheti II. Data: ?? a.C.
- Nome do Faraó: Kheti III. Data: ?? a.C. Comentário: A filha mais velha do rei se casa com o vizir do Alto Egito, chamado Shemai.
- Nome do Faraó: Kheti IV. Data: ?? a.C.
Décima Dinastia do Antigo Egito:Na Nona e na Décima Dinastia, durante um período de tempo, líderes começaram a dominar em várias regiões.Destaque para o Faraó Kheti vindo da cidade de Herakleopolis que durante um certo tempo governou o Egito. Segundo alguns egiptólogos, nessa época o Egito foi novamente dividido em dois: o Sul tinha como centro político Tebas e o Norte a cidade de Herakleopolis.A décima dinastia do Antigo Egito está inserida no período "Primeiro Período Intermediário", que foi uma época em que o Egito estava dividido, e segundo alguns especialistas, sendo governado ao mesmo tempo pelas IX, X e XI dinastias.Os faraós da IX e X dinastias confundem-se e não se sabe ao certo qual faraó pertence a qual dinastia.
Cronologia da Décima Dinastia em ordem cronológica:- Nome do Faraó: Kheti V. Data: ?? a.C.
- Nome do Faraó: Kheti VI. Data: ?? a.C.
- Nome do Faraó: Kheti VII. Data: ?? a.C.
- Nome do Faraó: Merikare II. Data: ?? a.C.
XI - Décima Primeira Dinastia do Antigo Egito:A Décima Primeira Dinastia do Antigo Egito engloba o fim do Primeiro Período Intermediário e o começo do Império Médio. Segundo BAINES (2004), alguns faraós governaram por TEBAS na divisão e outros governaram o Egito já re-unificado.Nesta Dinastia a ordem e organização administrativa começam a se normalizar com a reunificação do Egito. Mas sempre leve em consideração que as datas, nomes e quantidade de faraós divergem de um egiptólogo a outro. Lembre-se, as datas são precisas a partir de 664 a. - O Assassinato
de TutankhamonO Assassinato
de TutankhamonO Assassinato
de TutankhamonO Assassinato
de TutankhamonO Assassinato
de TutankhamonO Assassinato
de TutankhamonO Assassinato
de TutankhamonO Assassinato
de TutankhamonO Assassinato
de TutankhamonO Assassinato
de TutankhamonO Assassinato
de Tutankhamon
Com a publicação de seu livro intitulado O Assassinato de Tutancâmon, o egiptólogo norte-americano Bob Brier deu início a uma grande polêmica. Segundo a obra, cuja primeira edição é de 1999, o faraó adolescente, que reinou aproximadamente entre 1333 e 1323 a.C., teria sido assassinado ou por seu sucessor Aya (c. 1323 a 1319 a.C.), ou pelo general Haremhab, que reinaria um pouco mais tarde, aproximadamente entre 1319 e 1307 a.C., ou por ambos mancomunados. Para desmentir ou, quem sabe, confirmar essa tese, os arqueólogos egípcios resolveram examinar detalhadamente a múmia de Tutankhamon. Em novembro de 2004 foram iniciados os testes para descobrir as doenças que afetaram o faraó, que ferimentos recebera, em que idade falecera e, principalmente, se morrera naturalmente ou se fora assassinado. No dia cinco de janeiro de 2005 a múmia, que vemos nas fotos acima e que normalmente permanece fechada na tumba dentro de um sarcófago de pedra, foi transportada para um veículo especial estacionado na frente do túmulo e submetida a tomografias computadorizadas, as quais produziram visões tridimensionais do corpo. O procedimento durou cerca de 15 minutos, durante os quais foram obtidas 1700 imagens.Na última vez em que o caixão havia sido aberto, em 1968, uma radiografia revelara um pedaço de osso solto dentro do crânio, o que alimentou a especulação de que um golpe na cabeça pudesse ter matado o rei. Mas esse antigo exame não era suficientemente sofisticado para determinar se o fragmento de osso significava mesmo um golpe na cabeça, ou apenas um manuseio inadequado do cadáver durante a mumificação. Naquela ocasião o professor R. G. Harrison, da Universidade de Liverpoll, que realizou o exame, não encontrou qualquer evidência de doença e sugeriu pela primeira vez a hipótese de crime. Ele verificou que muitos dos ossos estavam quebrados e em sua opinião isso ocorrera antes da morte do faraó. Sua conclusão foi a de que um sumo sacerdote de Akhenaton (c. 1353 a 1335 a.C.), chamado Pa-Nehesy, havia matado o jovem depois de acusá-lo de blasfêmia e heresia. Em 1992, um escritor egípcio chamado Ahmed Osman examinou as radiografias antigas e afirmou que Tutankhamon havia sido enforcado. Em seu livro Bob Brier argumenta que as radiografias revelaram uma mancha densa na parte de trás do crânio, a qual é devida, provavelmente, a um hematoma sub-dural crônico resultante de uma pancada.
Infelizmente a múmia foi dividida em pedaços quando de sua descoberta em 1922. Foram usadas ferramentas cortantes para remover a máscara de ouro do rei de seu rosto, já que ela estava presa firmemente ao corpo pela resina usada na mumificação. A cabeça foi separada do pescoço, mas apesar disso ainda se encontra bem preservada atualmente e conserva as feições do rosto. A remoção das jóias e ornamentos funerários, feita naquela ocasião, causou a fratura da pélvis e a separação dos braços e pernas do tronco. Facas aquecidas e barras de ferro foram introduzidas no corpo para remoção dos amuletos que o decoravam. Além disso, a múmia foi exposta ao fortíssimo sol egípcio na tentativa de derreter a matéria viscosa, o que lhe causou sérios prejuízos. Ao final, Carter e sua equipe reconstruíram o corpo desmembrado, arrumaram-no cuidadosamete numa caixa de madeira usada anteriormente para transporte de açucar e uniram novamente as mãos e os pés aos membros com resina. Os dedos das mãos ficaram espalhados na caixa e, em 1968, os técnicos passaram horas e horas tentando solucionar o enígma e recolocando cada um deles em sua posição original. Um dos problemas dessa situação é que os danos causados na múmia em 1922 são difíceis de serem distinguidos de eventuais danos causados durante a vida do faraó ou durante o processo de mumificação.
Desde a I dinastia (c. 2920 a 2770 a.C.) que os nomes dos reis estão representados junto a desenhos que simbolizam a fachada do palácio faraônico. Na estela do faraó Wadj, por exemplo, que vemos ao lado, o falcão-símbolo de Hórus protege o rei, representado pela serpente, e o palácio, representado por suas muralhas. Isso já demonstra a importância do palácio real como centro ao redor do qual gravitavam inúmeras atividades. Como complexo arquitetônico — escreve a egiptóloga Arne Eggebrecht — no meio da vila residencial, ele reunia não somente o papel de local de habitação, ricamente equipado, para o rei e sua família, mas também de praça fortificada, de sede central para a administração, de loja e de atelier e, ainda, de depósito para os arquivos do Estado, tudo ao mesmo tempo. Mas é sobretudo a sua função de residência real, com sala de audiência, sala do trono e "janela da aparição", que se reveste de uma particular importância: no palácio se realizava o processo de conversão do poderio real em autoridade efetiva, processo ao qual não tinha acesso a não ser um público fortemente restrito.
Damos o nome de palácio à construção de tijolo e madeira na qual residia o faraó e sua família. É na Bíblia que encontramos a tradução para faraó da palavra egípcia per-aâ, grafada assim
em hieróglifos. Esse termo significa, aproximadamente, Casa Grande, e na origem era o nome que se dava ao palácio real e que foi estendido ao seu ocupante, mas isso só ocorreu no final da XVIII dinastia (c. 1550 a 1307 a.C.). Algo parecido ocorre quando dizemos Palácio do Planalto para nos referirmos ao Presidente da República. Essa palavra, entretanto, não aparece nas inscrições egípcias dos primeiros tempos e o título de faraó não se tornou jamais um elemento da titulatura oficial do rei, mas atualmente é empregada para todos os períodos da história do Egito.
A arqueologia demonstrou que havia palácios desde a I dinastia em Mênfis e em Hieracômpolis. Construídos de tijolos crus perecíveis, infelizmente não chegaram até os nossos dias. Para se ter uma idéia de suas fachadas, podemos observar o muro que cerca a pirâmide de degraus de Djoser (c. 2630 a 2611 a.C.) em Saqqara, do qual vemos um detalhe na foto acima. Esse muro imita a fachada do palácio real de Mênfis, onde o faraó residia. O elemento característico da residência do rei era o muro de vedação ornado de nichos e guarnecido de grandes portões de entrada.
De maneira geral, a maioria dos restos de pinturas que se conservaram dos palácios faraônicos tem a natureza como tema principal e as cores utilizam grande variedade de matizes, sobretudo quando representam a vegetação nilótica. Ao lado um exemplo disso em um fragmento de decoração de um palácio tebano da XVIII dinastia. O tema das rosetas que aparecem na parte superior da figura era muito comum nas pinturas palacianas. Outra temática habitual era a dos povos estrangeiros vencidos nas batalhas, cujos tipos étnicos eram mostrados com riqueza de detalhes que nos permitem, atualmente, distinguir perfeitamente suas origens.No que se refere aos palácios do Império Médio (c. 2040 a 1640 a.C.) as informações são escassas. Em Bubastis foi localizada uma construção do reinado de Amenemhet III (c. 1844 a 1797 a.C.) que foi identificada como sendo um palácio. Entretanto, a capital da XII dinastia (1991 a c. 1783 a.C.), Iti-tauí, sequer foi encontrada pelos arqueólogos. O conto de Sinuhe, um clássico da literatura dessa época, nos dá uma descrição da sala de audiência do palácio. Segundo o texto, havia um grande portal de entrada provido de nichos e flanqueado por duas esfinges reais, o qual se abria para uma sala de teto sustentado por altas colunas com motivos vegetais. No lado oposto ao da entrada, o trono do faraó estava colocado em um precioso nicho revestido de electro.Do Império Novo (c. 1550 a 1070 a.C.) podemos destacar o palácio de Amenófis III(c. 1391 a 1353 a.C.) em el-Malqata, na região de Tebas, situado na margem ocidental de um lago artificial e formado por uma série de edifícios isolados, nos quais foram encontrados vestígios de pinturas murais. Elas representam, entre outras, cenas de caça, figuras do deus Bes dançando e o faraó sentado no trono com prisioneiros caídos ao seu lado. Nos tetos eram reproduzidas várias espécies de aves e motivos ornamentais com espirais e cabeças de vaca da deusa Hathor. Nos pisos, patos, peixes, prisioneiros asiáticos e núbios caídos completavam a decoração.Do mesmo período também podemos citar a cidade palaciana de Akhenaton/Amenófis IV (c. 1353 a 1335 a.C.) em Tell el-Amarna. Os testemunhos arqueológicos nos dão uma imagem surpreendente dessa cidade e de suas casas que, apesar de suas dimensões e importância, foram efêmeras. O professor de egiptologia da Universidade de Constança, Wilfried Seipel, assim as descreve: O palácio residencial propriamente dito do rei e de sua família estava provavelmente situado na periferia norte dos quarteirões habitacionais da cidade, enquanto que as aparições públicas oficiais do soberano tinham lugar em um palácio localizado, este sim, no centro do aglomerado urbano, na grande rua que atravessava a cidade de norte a sul e que estava unida por uma ponte à "casa do rei", situada a leste da artéria principal. Nesta casa do rei se localizava — assim se supõe — a "janela da aparição" pela qual o soberano, com sua família, se mostrava em público em certas ocasiões solenes, como na outorga de condecorações. Essa casa oferecia, sem dúvida, uma possibilidade de alojamento suplementar para a família real. Os aposentos sociais do grande palácio serviam, por sua vez, à acolhida dos emissários estrangeiros ou à pompa das festas solenes. Compreendiam uma gigantesca sala do trono, uma sala hipostila, armazéns, dois haréns, um grande lago, um pátio margeado por estátuas colossais do rei e outras salas cheias de aparatos. Os fragmentos conservados do revestimento das paredes e do chão mostram, soberbamente pintadas, cenas da paisagem nilótica, com seus lagos, suas plantas aquáticas, suas árvores, seus peixes e seus pássaros, decoração que reencontramos também na casa de recreio do rei, situada no extremo sul da cidade. Esse local de diversão para a corte, batizado de "Maru-Aton" (Amenófis III já havia tido um semelhante), era composto por dois jardins, um lago artificial para passear de barco e um pequeno palácio, com armazéns e estufas e, portanto, não era concebido para uma permanência muito longa.O egiptólogo Pierre Montet nos oferece mais alguns detalhes sobre a residência de Akhenaton: Os pavimentos das salas de colunas representam uma lagoa onde abunda peixe, atapetada de nenúfares, sobrevoada por aves aquáticas, bordada por roseirais e por papiros. Nos bosques vemos surgirem alguns veados que espantam patos-bravos. As videiras e os volubilis enroscam-se aos fustes das colunas. Os capitéis e as cornijas eram realçadas por incrustações brilhantes. Nas paredes há pinturas representativas de cenas da vida familiar. O rei e a rainha estão sentados face a face, Akhenaton numa poltrona, Nefertiti sobre um coxim. Tem um bebê ao colo; a princesa mais velha abraça o pescoço da mais nova. No chão brincam duas outras princesinhas.O palácio dos Raméssidas, faraós da XIX (c. 1307 a 1196 a.C.) e da XX (c. 1196 a 1070 a.C.) dinastias, não eram menos suntuosos. Estavam situados na cidade de PI-Ramsés, palavra que significa Cidade de Ramsés, localizada na região do Delta oriental, próximo da moderna aldeia de Qantir, distante 120 quilômetros da zona norte do Cairo. Em 1998, arqueólogos encontraram as ruínas dessa cidade soterrada sob dunas e, usando sensores magnéticos e computadores, fizeram um desenho fiel da disposição de suas ruas, casas e palácios. Acredita-se que serão necessários 20 anos de escavações para desenterrar os principais setores da cidade, que ocupa uma área de cerca de 240 acres repleta de templos, agradáveis moradias, oficinas, estrebarias e outros edifícios.
Ramsés II (c. 1290 a 1234 a.C.) transferiu a capital do Egito para PI-Ramsés, pois o centro econômico e internacional do país havia se deslocado para o Delta e também porque sua família era originária daquela região. Seu palácio era de uma suntuosidade impressionante e dispunha, inclusive, de um enorme zoológico. As paredes interiores da construção eram decoradas com lindíssimos mosaicos de cerâmica, como este que vemos à esquerda, relacionado com as campanhas do faraó na Núbia. Também merecem destaque pequenas placas de revestimento mural incrustradas, de faiança policromática, nas quais são representadas figuras de Núbios, Sírios e Líbios aprissionados. Elas provavelmente formavam o revestimento externo de uma das janelas do palácio, talvez mesmo da janela da aparição, abertura a partir da qual o rei recebia os embaixadores, dirigia cerimônias ou outorgava recompensas.O palácio de Ramsés III (c. 1194 a 1163 a.C.), em Medinet Habu,
também apresenta revestimento semelhante. Aliás, o costume de representar os povos estrangeiros hostis em templos, túmulos e palácios reais já vigorava desde as épocas mais remotas da história egípcia. Junto ao templo de Medinet Habu, Ramsés III construiu um palácio — que ele chamava a sua casa de alegria —, usando como material básico o tijolo, mas com as colunas e alguns outros elementos em pedra. Ao lado vemos a sala do trono. A fachada do edifício estava voltada para o primeiro pátio do templo. Os baixo-relevos que a decoravam exaltavam o poder do faraó. Ele massacra os inimigos golpeando-os com a clava, ou visita as cavalariças seguido por uma brilhante escolta, ou ainda, munido de suas armas de guerra, do alto do seu carro, assume o comando do exército e, finalmente, acompanhado de toda a corte, assiste às lutas e exercícios dos seus melhores soldados.O arqueólogo Pierre Montet nos esclarece que no centro desta fachada salientava-se a varanda onde o rei aparecia ao povo, ricamente decorada e precedida por quatro colunatas papiriformes, muito elegantes, suportando uma cornija de três andares. O disco alado pairava no andar inferìor. O andar intermédio era ocupado por palmas, e o andar superior por ureus adornados com o disco. Era aí que o rei se mostrava quando o povo era autorizado a apinhar-se no pátio para a festa de Amon. Era aí que ele distribuía as recompensas. A varanda comunicava com os aposentos reais. Estes compreendiam, ao centro, várias salas, sustentadas por colunas (uma das quais era a sala do trono), o quarto do rei, e o quarto de banho. Esta parte central era
isolada por um vestíbulo dos aposentos da rainha, que compreendiam vários quartos e salas de banho. Vários corredores, compridos e retilíneos, facilitavam as idas e vindas e também a vigilância, porque Ramsés III, instruído pela experiência, era desconfiado. Ao lado, um detalhe do banheiro, o qual possuia canalização.
A sala do trono era dotada de um estrado, ao qual se tinha acesso por meio de uma escada de pedra. Sobre esse patamar ficava o trono real e por trás dele existia um muro com forma de falsa-porta. Segundo o mesmo autor, a decoração dessa sala parece ter sido austera e ele assim a descreve: Em todo o lado o rei é representado de pé, sob a forma de uma esfinge, e pelos seus nomes hieroglíficos. Vêem-se algemados diante dele todos os inimigos do Egito. Estão vestidos com os seus adornos mais valiosos, bordados com ornamentos bárbaros, e teve-se o extremo cuidado de representar exatamente a sua fisionomia, o seu vestuário, as suas jóias. Os líbios estão tatuados. Os negros têm brincos nas orelhas. Os sírios exibem um medalhão ao pescoço. Os nômades chasus prendem com um pente os seus longos cabelos penteados para trás. Os arqueólogos avaliam que os quartos do rei e da rainha estavam decorados com assuntos mais graciosos.Antes de realizarem os atuais exames, médicos avaliaram criticamente as radiografias do crânio e da espinha cervical do faraó, tiradas no passado, e opinaram que elas não dão suporte às teorias propostas de morte homicida ou, sequer, traumática. A observação revelou uma curvatura anormal da espinha e a fusão das vértebras superiores. Essa é uma condição associada com escoliose e uma enfermidade rara chamada síndrome de Klippel-Feil, a qual faz com que os que a sofrem pareçam ter pescoço curto. A doença, que também vem associada a anomalias dos rins, coração e sistema nervoso, poderia ter deixado o rei muito frágil e sujeito a risco de dano fatal na espinha dorsal por um simples empurrão ou uma pequena queda. Cerca de 130 bengalas achadas na tumba de Tutankhamon apoiariam, sem trocadilho, a teoria de que ele teria precisado de um ajuda para se manter em pé ou caminhar. Também é provável que ele tivesse outros problemas congênitos, além daquela síndrome, os quais teriam afetado sua aparência e sua saúde em geral.
Nem todos os pesquisadores acreditam que a tecnologia possa ajudar na solução do mistério sobre a morte do faraó menino. Carter Lupton, um egiptólogo que trabalha no Milwaukee Public Museum, nos Estados Unidos, e que tem usado tomografias computadorizadas em múmias há muito tempo, não tem certeza de que o modo como Tutankhamon morreu possa ser revelado por tal tecnologia. Afinal, existem centenas de maneiras pelas quais se pode morrer e nem todas elas podem ser detectadas por um equipamento eletrônico. Se Tutankhamon, por exemplo, tiver sido envenenado, a tecnologia provavelmente não acusará e Lupton é cético quanto a possibilidade dos exames determinarem a real causa da morte do faraó. Ainda que não se encontre qualquer sinal de ferimento na parte posterior do crânio, como aquele causado por uma violenta pancada criminosa, isso não significa que ele não tenha sido assassinado.
Controvércias à parte, em março de 2005 foi divulgado o resultado dos estudos. As conclusões foram as seguintes:
- O faraó não morreu de forma violenta.
- Não há provas de que ele tenha sofrido um trauma na cabeça.
- Nenhuma evidência foi encontrada que pudesse esclarecer definitivamente a causa da morte, como uma infecção ou uma doença crônica, por exemplo.
- O osso da coxa esquerda estava quebrado e isso pode ter levado o rapaz à morte.
- Um assassinato por formas não violentas, como veneno por exemplo, não poderia ser detectado através da tecnologia empregada para o exame da múmia.
Essa tabela está baseada na cronologia apresentada por John Baines e Jaromír Málek na obra O Mundo Egípcio: Deuses, Templos e Faraós. Ela contém os nomes e as datas aproximadas dos reinados da maioria dos faraós importantes. Quando se trata de rainhas, o nome vem seguido da letra R. São todas datas a.C., a menos que especificado em contrário.
Os autores explicam que as datas sobrepostas, numa mesma dinastia, indicam co-regências. Nos casos em que se verifica sobreposição de dinastias, isso significa em geral que eram aceites em zonas diferentes do país.As datas que se conhecem com precisão são antecedidas de *. As datas são calculadas a partir de listas antigas, especialmente as do Papiro Real de Turim, e de várias outras fontes, inclusive de alguns testemunhos de carácter astronômico. A margem de erro aumenta, indo de cerca de uma década para o Império Novo e 3º período intermédio, até 150 anos para o princípio da I dinastia.A maior parte das datas da XII dinastia conhecem-se com precisão e as da XVIII e XVIX têm de caber dentro de três alternativas, determinadas astronomicamente. Todas as datas a partir de 664 a.C. são exatas.É preciso dizer que o Papiro Real de Turim está datado do tempo de Ramsés II (c. 1290 a 1224 a.C.) e, portanto, é de se esperar que contenha alguns dados inexatos ou incertos, principalmente no que se refere às épocas mais remotas.Para entender a estrutura dos nomes dos faraós, clique aqui. Essa lista indica geralmente o nome próprio do faraó e o nome do primeiro cartucho. Esse último aparece sempre em itálico
PRÉ-DINÁSTICO TARDIO
c. 3000Escorpião
Rei semi-mítico do final do período pré-
-dinástico, iniciador do processo de unificação do país.
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Narmer (= Menés)
Rei que consolidou a unificação dos reinos pré-históricos do Alto e
do Baixo Egito.
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PERÍODO DINÁSTICO PRIMITIVO
c. 2920-2575
I DINASTIA c. 2920-2770Aha
Primeiro rei da I dinastia, deve ter ocupado o trono ainda jovem. Seu nome de Hórus era Aha, o "combatente". Possivelmente filho da rainha Neithotepe e de Narmer, a quem sucedeu. Aha parece ter-se casado com uma princesa do Delta, talvez para apaziguar a região vencida. 
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Djer
Segundo rei da I dinastia reinou, segundo Maneton, por 57 anos. À direita, estela encontrada em Abido representando o nome de Hórus deste faraó. 
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Merneith
Não é certeza que tenha governado o Egito,
mas é bem provável. À direita, estela com o nome dessa egípcia.
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Wadj
O nome de Hórus deste faraó era Serpente. Ele também é conhecido como Djet e não deve ser confundido com Djer. Na estela deste faraó, que vemos ao lado, acima da fachada de palácio está representado o seu pátio, no interior do qual se lê o nome serpente. O falcão Hórus domina o conjunto. 
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Den
Teve um longo reinado de 30 anos.
Para evitar falta de alimentos, construiu uma rede de canais e reservatórios para o Nilo. Procurou manter a paz entre o Alto e o Baixo Egito e realizou campanhas de conquista no exterior. Ao lado vê-se o faraó golpeando um asiático.
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Anedjib
Também chamado de Adjib, teria reinado 26 anos. Deve ter sido filho do faraó Den. Em seu reinado, rebeliões teriam surgido no Baixo Egito, as quais não teria conseguido controlar. Foi enterrado num túmulo modesto em Abido. 
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Semerkhet
A Pedra de Palermo lhe atribui 9 anos de reinado, enquanto Maneton diz que foram 18. Teria enfrentado grandes calamidades durante seu governo. Provavelmente estabeleceu comércio com povos da região da Palestina. 
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Qaa
Teria reinado por 26 anos, segundo Maneton. Além de seu cenotáfio em Abido, quatro grandes monumentos de seu período foram descobertos em Saqqara. Um templo funerário parece um protótipo daqueles que seriam construídos, futuramente, na época das pirâmides. 
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II DINASTIA c. 2770-2649Hetepsekhemwy
Durante seu reinado, que teria durado 38 anos, segundo Maneton que o cita com o nome grego de Boethos, distúrbios vulcânicos teriam aberto uma fenda na região de Bubastis, no delta do Nilo, e causado a morte de muitas pessoas. 
Leia mais sobre esse faraó Reneb
Teria reinado por 39 anos segundo Maneton, mas atualmente acredita-se que seu reinado tenha durado entre 10 e 19 anos. Ele também é conhecido como Kakaw. Há referências a esse faraó numa estela de Mênfis, numa estatueta, e num grafito em pedra perto de Armant no deserto ocidental. Ao lado vemos uma estela com seu cartucho. Foto © Keith Schengili-Roberts 
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Ninetjer
Reinou, a partir de Mênfis, por pelo menos 35 anos e Maneton lhe atribui 47 anos de reinado. No final do período houve muita tensão interna no Egito e, talvez, uma guerra civil. 
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Peribsen
Seu nome originalmente era Sekhemid, que ele mudou para Peribsen quando passou a adorar Seth ao invés de Hórus. Aliás, ele foi o único rei da história do Egito a usar o título de Seth ao invés do de Hórus. O fato deve ter sido motivado por uma revolução política e religiosa da época. Teria reinado apenas 17 anos segundo Maneton. 
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Khasekhem(wy)
Enquanto Maneton lhe atribui 30 anos de reinado e lhe dá o nome de Kheneres, a Pedra de Palermo lhe confere apenas 17 anos e meio de poder. O Papiro de Turim registra 27 anos, dois meses e um dia de soberania. 
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III DINASTIA c. 2649-2575Senáquete (= Nebka?)
c. 2649-2630
Maneton e o Papiro de Turim atribuem
um reinado de 18 anos a este faraó.
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Djoser (Netjerykhet)
c. 2630-2611
Ficou famoso porque no seu reinado foi construída a pirâmide de degraus, a primeira em pedra, idealizada pelo arquiteto Imohtep. 
Leia mais sobre esse faraó 
Sekhemkhet
c. 2611-2603
Poucas informações existem sobre este faraó, mas sua pirâmide foi encontrada em Saqqara. 
Leia mais sobre esse faraó 
Khaba
c. 2603-2599
Esse faraó deixou uma pirâmide inacabada, mas muito pouco sabemos sobre ele. 
Leia mais sobre esse faraó Huni (?)
c. 2599-2575
Com esse faraó o Egito pode ter brilhado novamente depois de alguns anos de incerteza, durante os quais reinados curtos debilitaram o poder central. 
Leia mais sobre esse faraó 
IMPÉRIO ANTIGO
c. 2575-2134
IV DINASTIA c. 2575-2465As biografias dos demais faraós serão acrescentadas a este site paulatinamente
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